“Ah,
mas cá entre nós,
qual a tua graça sem mim?
E onde fica o meu brilho sem você?
Afinal, quem somos nós sem nós?”
— Desconhecido.
“Você irá me buscar no aeroporto e eu irei te procurar no desembarque por alguns segundos porque você foi idiota o suficiente pra não escrever o meu nome numa plaquinha qualquer. Você me dará um sorriso e eu não hesitarei em retribui-lo. Você me perguntará como foi a viagem e eu vou fingir não estar cansado e dizer que ocorreu tudo bem. Conversaremos por mais alguns minutos, até você me da um abraço, que eu não serei capaz de recusar. Tomaremos um táxi e iremos para um hotel. Te convidarei pra subir. Vou dizer que preciso de um banho, mas deixarei a porta do banheiro aberta pra que possamos prosseguir com a conversa. Sairei com a toalha amarrada na cintura, na intenção de te impressionar - mesmo não tendo um corpo definido -. Notarei sua face corar e o desvio do teu olhar. E consequentemente irei sorrir. Você me perguntará o motivo do meu riso e responderei dizendo que sou apenas uma pessoa feliz. Vou te pedir pra virar de costas para que eu possa me trocar e vou desejar que você me espie, mesmo que escondido. Nos sentaremos na cama - você ainda sem jeito - e conversaremos por mais alguns minutos. Depois de algum tempo… Um silêncio intrigante tomará conta do ambiente. E devagarzinho eu irei me aproximar de você, até ficar face a face. Te puxarei para perto e brincarei com o seu rosto. Direi: “É nessa hora que nos beijamos?”. Não irei esperar por uma resposta e me levantarei. Depois de hesitar por alguns segundos… Te abraçarei por trás e morderei sua orelha. Te segurarei bem forte para que não possa se virar. Te conduzirei até a parede e levantarei seus braços com os meus. E depois depois de te encarar por mais alguns segundos… O beijo virá… O fim disso, eu te conto quando chegar ai.”
— Querido John.
“Seria mais fácil, se ele fosse um estranho, de quem ela pudesse se desligar. Eles são muito diferentes. Gênios opostos, eu diria. Mas tem algo em comum. A liberdade. O desapego. O medo da entrega. Quem sabe ficando juntos encontram uma solução. Bem que podia, né? Ela sempre pensou assim: “Pra ficar do meu lado tem que ser melhor que minha própria companhia. Eu tenho que admirar.” E ele me parece um pedaço daquilo que a vida tem de mais charmoso. Ela estava ficando instigada. Que mais restava àqueles dois senão, pouco a pouco, se aproximarem, se conhecerem, se misturarem? Pois foi o que aconteceu. Ela diria que ele salvou sua vida se não soasse tão dramático. Ele não faz planos ou promessas, só surpresas, te ensinou a gostar de surpresas. Ele é diferente. De repente ela percebeu que o amor era o instante em que o coração fica a ponto de explodir.”
— Tati Bernardi.
“Esquece. Não vou atrás de ninguém. Não mais. Ontem eu quis desesperadamente a sua companhia lá naquele banco da praça, quis ficar ali com você a noite toda se pudesse. E quando fui embora pensei em te ligar, dizer pra voltar amanhã, vir me fazer sorrir. Mas não. Hoje eu acordei e pensei que seria melhor não, eu não quero me apegar em ninguém, não quero precisar de ninguém. Quero seguir livre, entende? Mesmo que isso me faça falta, alguém pra me prender um pouquinho. Vou me esquivar de todo sentimento bom que eu venha a sentir, não levar nada a sério mesmo. Ficar perto, abraçar de vez enquando, sentir saudade, gostar um pouquinho. Mas amar não, amar nunca.”
— Caio Fernando Abreu
“E a gente promete nunca mais telefonar para quem nos faz sofrer, mas acaba telefonando, e ele atende, e implica, e a gente some, e ele chama, e a gente volta, e briga, e ama, e sofre, e ama, e ama, e ama, e desama, e termina, e quando parece que cansamos, que não há mais espaço para um novo amor, outro aparece, outro parto, começa tudo de novo, aquele ata-e-desata, o coração da gente sendo puxado para fora.”
— Bruna Tarumim
“Ah o amor… que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porquê.”
— Luís de Camões
“Quando algo de bom acontece em sua vida, você começa a ligar os pontos. O que ficou para trás, tinha que ter ficado.”
— Tati Bernardi
“Talvez o que toda pessoa complicada precise, é de alguém disposto a enfrentar todas as suas complicações com um sorriso no rosto. Isso que eu chamo de amor. Não ter paciência com o mundo inteiro, mas com aquela pessoa, o complicado se torna simples, difícil se torna fácil, errado se torna certo.”
— Allax Garcia.
“Não fomos feitos pra dar certo, mas fomos feitos pra ficarmos juntos. Acontece…”
“Ei, só vim avisar que estou desistindo, ok? Acho que assim será melhor, com ou sem você, já não importa mais. Venho vivendo em um permanente e inútil sacrifício, apenas mudarei o foco. Prometo esquecer-te. Aprendi a lembrar de ti a todo momento, agora bastará lembrar de te esquecer. Não vai ser difícil, vou tentar lembrar do muito que te dei e do pouco que recebi, vou lembrar dos sorrisos que desejei enquanto as lágrimas tomavam conta de mim, vou lembrar do quanto te amei e o que isso significou pra você. Bom, será assim. Vou sofrer como antes, mas dessa vez terei amor próprio, cuidarei mais do meu “eu”. Posso ter sido mais um pra você, mas sou único pra mim.”
— Caio Fernando Abreu.
“Eu não sou o melhor para você, certo? E sabemos que você também não é o melhor para mim, não é mesmo? Cada um pro seu lado, combinados? Caramba, estamos bem mais crescidos e maduros, legal, né? É como dizem, foi bom enquanto durou. Então é isso. Até logo, dois beijinhos no rosto, desce pro pescoço, um sorriso malicioso… Fugiu do controle. Só mais umas horas, mais umas noites, mais uma vida. Fazer o quê? A gente tenta se desamar outro dia… Hoje não.”
— Allax Garcia.